Brincar: a essência do conhecimento

Brincar é uma atividade essêncial ao desenvolvimento e os bebés sabem isso desde antes de nascer, por isso, ainda durante a gestação é possivel observar ecografias de bebés que brincam com o cordão umbilical, com as mãos ou com os pés. Nesta fase brincar é ainda um reflexo, nada é pensado e tudo acontece quase que por acaso, mas um acaso que é fruto de uma natureza com muitos anos de experiência.

Nos primeiros três meses de vida o bebé humano é ainda muito imaturo, por isso se chamam aos primeiros três meses a exterogestação, ou seja a gestação fora do corpo da mãe. Este é um fénomeno que não acontece em muitas especies, excepto nos animais marsupiais, a maioria dos animais nasce num estado de desenvolvimento mais avançado que o do bebé humano e essa pode ser uma das causas para sermos a especie mais desenvolvida do planeta. É que no último trismestre de gestação o bebé humano brinca e isso produz um desenvolvimento que não é comum na natureza.

Por isso devemos brincar com os nossos bebés desde o dia em que nascem, é essencial que comecem a experimentar o mundo: os seus sons, as suas imagens, a sua luz, os seus movimentos. 

Quando um bebé nasce ele não conhece nada, tudo é novo, tudo é descoberta, tudo é aprendizagem. 

O bebé começa por descobrir o mundo com os seus sentidos, para ele, o toque será o primeiro e mais desenolvido dos sentidos. O bebé precisa de sentir o mundo, as diferentes texturas agradam-lhe, o toque da pele de outro humano, a sua temperatura, o ritmo da sua respiração, tudo isso é essecial para a sobrevivencia e desenvolvimento correto. Não é por acaso que um dos primeiros reflexos do bebé é o reflexo de agarrar: o bebé irá agarrar tudo o que tocar na palma da sua mão. 

O olfato será também essencial para a sobrevivencia do bebé, ele conhece o cheiro do colostro e sozinho é atraido para a mãe, pouco depois começa a construir um ficheiro de cheiros, conhece o cheiro dos que lhe são próximos, começa a saber distinguir as rotinas: o cheiro dos lençois, o cheiro do banho, o cheiro da hora de comer. 

Em poucos dias o bebé começa a por tudo na boca, o gosto, aliado ao tato, numa zona tão sensivel como os lábios, ajudam o bebé a conhecer os diferentes materiais a distinguir o que é comida, a treinar a coordenação e a força. Esse gesto tão simples está repleto de atividade de desenvolvimento.

A audição começa ainda dentro do utero, o bebé conhece como ninguém o coração da sua mãe, é das poucas coisas capazes de o acalmar porque é a sua ligação ao mundo pré-natal. Cá fora rápidamente começa a catalogar os novos sons, o mundo é muito barulhento. São as vozes, os pássaros, os carros, as músicas e tudo isso dá ao bebé informação sobre o mundo onde vive, mas também sobre a si próprio, começa a demonstrar preferência e personalidade, associa sons e rotinas. 

A visão é o mais fraco dos sentidos no bebé, ela não foi treinada dentro do utero e apenas cá fora, começa a desenvolver-se, mas ela é tão essencial que mais tarde esse será o seu principal sentido, aquele no qual confia acima de todos os outros. A primeira capacidade visual do bebé é a de distinguir a luz da sombra, a que lhe permite definir o seu ritmo biológico. Essa capacidade vai crescendo no decorrer dos primeiros dias, tornando-se o bebé capaz de distinguir imagens de grande constraste em pouco tempo, por isso ele é mais sensivel a imagens a preto e branco e mais tarde imagens de contraste preto/cor primária ou branco/cor primária. 

Brincar com o bebé nos primeiros é importante, é apresentar o nosso bebé ao mundo e o mundo ao nosso bebé. 

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